Subsídios para equipes técnicas, gestores públicos e atores privados

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Plataforma SIEV

Sistema de Inteligência em Energias Verdes

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Realização
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Apoio Administrativo
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Desafios

desafio

  • Faltam dados estruturados sobre rotas tecnológicas verdes

    -

    Hoje, as informações sobre tecnologias verdes estão dispersas em relatórios, bases públicas, artigos científicos e estudos setoriais, sem uma curadoria integrada. Falta um locus que organize esses dados de forma harmonizada, com taxonomias claras (rotas tecnológicas, segmentos da cadeia de valor, estágios de maturidade) e fontes verificadas. Sem essa estrutura, formuladores de políticas, empresas e pesquisadores têm dificuldade em enxergar o todo, comparar alternativas e tomar decisões baseadas em evidências.

  • As tecnologias emergentes ainda estão em consolidação, com baixa maturidade comercial

    +

    Do ponto de vista da teoria da inovação, muitas tecnologias verdes ainda se encontram em estágios iniciais de desenvolvimento, operando abaixo do patamar de competitividade das soluções já consolidadas. Ao mesmo tempo, as tecnologias dominantes se beneficiam de efeitos de lock-in e de paradigmas tecnológicos estabelecidos, o que reforça a inércia dos sistemas produtivos. Compreender esses diferentes graus de maturidade é fundamental para calibrar políticas, instrumentos de fomento e estratégias empresariais realistas.

  • Políticas públicas carecem de base empírica robusta para priorização e fomento

    +

    Nos níveis federal, estadual e municipal, observa-se um conjunto amplo e fragmentado de programas, leis, planos e incentivos voltados à transição energética e às tecnologias verdes. No entanto, ainda não existe um “mapa” integrado que permita visualizar essas políticas em conjunto, identificar suas sinergias, lacunas e possíveis sobreposições ou conflitos. A ausência dessa visão sistêmica dificulta a priorização de recursos, o desenho de instrumentos mais eficientes e a coordenação entre esferas de governo.

  • Há desconexão entre pesquisa, mercado e governo, limitando a formação de ecossistemas produtivos

    +

    Os sistemas de inovação em tecnologias verdes ainda sofrem com problemas estruturais de articulação entre universidades e centros de pesquisa, empresas e órgãos públicos. Resultados científicos nem sempre chegam ao mercado, demandas empresariais nem sempre são traduzidas em agendas de pesquisa, e as políticas públicas muitas vezes são formuladas sem diálogo contínuo com esses atores. Fortalecer mecanismos de governança, coordenação e construção conjunta de agendas é condição-chave para a consolidação de ecossistemas produtivos dinâmicos e sustentáveis.

Nossa resposta

  • Mapear a cadeia de valor, políticas públicas e regulação associadas aos SAFs

    -

    Considerando que os combustíveis sustentáveis de aviação (SAFs) configuram uma cadeia produtiva ainda em construção no Brasil, torna-se essencial compreender onde, como e em que velocidade esse ecossistema está se estruturando. O mapeamento integrado da cadeia de valor — do suprimento de matérias-primas ao refino, distribuição e uso final — permite identificar gargalos produtivos, janelas de oportunidade industrial e espaços de coordenação entre atores. Em paralelo, a leitura sistemática de políticas públicas e marcos regulatórios associados aos SAFs contribui para avaliar coerências, lacunas e potenciais sobreposições, oferecendo uma visão estratégica sobre o posicionamento brasileiro em um setor decisivo da transição energética.

  • Levantar dados sobre empregos e competências profissionais no setor

    +

    A consolidação do mercado de SAF exigirá uma nova arquitetura de capacidades humanas, técnicas e institucionais. Por envolver múltiplas rotas tecnológicas e etapas produtivas, essa cadeia demanda perfis profissionais diversos, desde competências relacionadas à agricultura, resíduos e biomassa, até engenharia de processos, química avançada, certificação, logística e governança ambiental. Levantar dados sobre empregos e qualificações não é apenas uma tarefa econômica/ estatística, mas uma ferramenta de planejamento industrial e educacional, fundamental para antever demandas futuras, orientar programas de formação e reduzir riscos de escassez de mão de obra especializada.

  • Minerar dados de conhecimento e inovação (patentes e artigos)

    +

    Patentes e artigos científicos funcionam como indicadores complementares do avanço tecnológico: enquanto as patentes refletem esforços inventivos e estratégias de apropriação de valor, os artigos sinalizam a consolidação do conhecimento científico e a evolução do estado da arte da literatura. A mineração e análise desses dados permitem mapear players relevantes, tendências de P&D, redes de colaboração, rotas tecnológicas dominantes e desafios ainda não superados. Para o contexto brasileiro, essa leitura é especialmente estratégica, pois aponta o grau de protagonismo nacional, as dependências tecnológicas e os espaços possíveis de inserção competitiva.

  • Apoiar a construção de painéis dinâmicos de indicadores

    +

    Transformar informação dispersa em inteligência acionável requer mecanismos de visualização que facilitem leitura, comparação e atualização contínua. Painéis dinâmicos permitem integrar variáveis tecnológicas, econômicas, regulatórias e de mercado em um ambiente acessível e interpretável por diferentes públicos. Nesse sentido, os dashboards não apenas democratizam o conhecimento, como fortalecem o uso de evidências na formulação de políticas, no direcionamento de investimentos e no planejamento estratégico de empresas e instituições.

  • Produzir subsídios para a expansão a outras rotas tecnológicas

    +

    O SAF é um excelente ponto de partida para construir metodologias e arquiteturas de dados replicáveis a outros vetores da transição energética. Ao sistematizar aprendizados sobre cadeias de valor, maturidade tecnológica, políticas públicas, capacidades produtivas e dinâmica de inovação do SAF, cria-se uma base robusta para expandir a inteligência do SIEV a outras rotas e commodities verdes, como hidrogênio, amônia, biometano e biocombustíveis avançados. Essa perspectiva de escalabilidade reforça a vocação do sistema como uma infraestrutura estratégica de conhecimento para a nova economia de baixo carbono.

resposta

Estrutura do Projeto

1

Articulação e Disseminação

  • Participação em eventos e redes científicas
  • Publicação de artigos e relatórios técnicos
  • Apoio à formação de políticas públicas baseadas em evidência
2

Plataforma Tecnológica e Visualização

  • Consolidação de banco de dados temático SAF
  • Criação de painéis dinâmicos de indicadores
  • Apoio técnico à integração futura com o SIEV
3

Mapeamento e Análise de Campo

  • Coleta de dados primários e secundários
  • Análise documental de políticas e regulação
  • Extração de bases públicas (RAIS, CAGED, Scopus, INPI etc.)

Painéis de indicadores

dashboard

Visualize indicadores estratégicos sobre tecnologias verdes no Brasil, com foco inicial nos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAFs). Explore dados utilizando painéis dinâmicos que apoiam análises e decisões baseadas em evidências.

Clique aqui e acesse o painel

Resultados Esperados

Dados, evidências e inteligência sobre cadeias emergentes como SAFs, hidrogênio verde, biometano, HVO para subsidiar políticas públicas, decisões empresariais e estratégias rumo à transição energética.

Banco de dados temático estruturado sobre os SAFs

Diagnóstico técnico sobre fatores estruturantes e habilitadores

Painéis de indicadores com filtros temáticos sobre regulação, emprego, inovação e políticas públicas

Subsídios para equipes técnicas, gestores públicos e atores privados

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siev@cehtes.ufg.br

Universidade Federal de Goiás